whisky…
Estou aprendendo a beber. A beber whisky, claro. Estou associando meu vício a casamentos, formaturas e afins. Se estiver na mesa e não for nem Bell’s nem Teachers, tá valendo. Depois que vi Maysa ando desesperada pra fumar, ter um filho, colocar o nome dele com y no lugar de i (pensei em frederyco), usar delineador every day e beber whisky no café da manhã. Mas isso tem ficado só na vontade.
Já sou gorda e chata, se começar a fumar vai ser mais um defeito, além de que meus dentes já estão ruins, imagine fumando. Filho não rola. delineador dá trabalho. Por enquanto vou me dedicando ao whisky. Meu sonho é chegar na praia e pedir uma dose, só pra chocar. Acho que vu fazer isso amanhã, é uma boa desculpa pra ir pra praia.
Mas quero deixar claro que durante esse período de adaptação só me ofereçam whisky 12 anos, tá? No máximo um redizinho joni ualki, ok. Meu projeto de fígado ainda não entende whisky barato. Ele é mais exigente que a dona.

Keep Walking.

keep walking meixmo. Tributo também a Karen Walker do Will and Grace, que era minha gêmea separada ao nascer. Saudades de você, darling.
eu tive um sonho, vou te contar…
Não, eu não me atirava do oitavo andar, até porque odeio Kid Abelha. Odeio mesmo. Mas hoje tive um sonho tão bonzinho, sonhei que o Joaquin Phoenix queria namorar comigo. Ai, ai sonho de adolescente, eu sei. Mas fico nas nuvens com sonhos bons, desses que sou desejada então… Afe, fico me achando. Coisas de quem precisa se tratar mesmo.
Bem, mas voltando ao meu sonho, o Joaquin não era o famoso ator em meu delírio onírico. Era só um menino comum que dava aquelas secadas que qualquer pessoa se sente despida (tá parecendo aqueles livros de banca de revista com casal na capa…), apesar da falta de fama tinha o maior tesão nele. Como sempre tive desde a primeira vez que vi Joaquin.
Sempre tive uma tara incrível por homem problemático, com cicatriz e nariz grande. Era meu calcanhar de aquiles, podia até ser mendigo mas eu ficava louca. Joaquin era tudo isso e ainda tinha olho claro e irmão morto por overdose, virou de imediato meu objeto de desejo. Nas telas sempre papéis (ainda tem acento?) complicados que criavam para mim uma mítica em torno dele, e eu como minha mãe, confundia realidade com ficção e queria Joaquin e seus personagens na minha cama, ops, na minha casa.
Mas o tempo passou e acho que Joaquin realmente ficou louco. Vi, antes do meu sonho, talvez até o tenha desencadeado, uma foto recente do colega no fonte rosa e fiquei choqueide.

Mas em tributo a sua beleza, aquela que embalava meus sonhos juvenis, adultos e, daqui a três anos, da minha terceira idade, colhi fotos no google que lembraram porque te quiero, te gusto e vou cortar a boca do meu bofe pra ele ter uma cicatriz igual a sua. E please, tire a barba, se não vão pensar que você é o baterista do Los Hermanos.






Ele e meu amor platônito Heath Ledger. Joaquin ainda te amo. Beijo, me liga.
casar…
Eu já disse milhares de vezes que adoro casamentos, adoro mesmo. A ponto de ter várias revistas noiva manequim e não ter certeza de quando ou se vou me casar. Coisas de uma mente desequilibrada e doentil como a minha. Então, minha porção mulherzinha fica louca quando vê um casório, gosto mais ainda dos detalhes. E das gafes. Mesmo quem não tem a menor noção de etiqueta casamentícia, sabe de alguns dogmas como madrinhas não usam preto, nem vestidos curtos (só se a noiva pedir) e de branco só a bendita noiva.
Pois estava eu, sem assunto relevante no dia de hoje (já que não assisto BBB, apesar de ter visto na net que a menina com cara de piranha fez uma super punheta no menino embaixo do edredon, e putaria me interessa…), vasculhando meu computi e vi uma foto quue me chamou atenção na época. É o casamento de um “político ilustre” filho de outro “político ilustre” do senado numa certa cidade do Nordeste, capital de um certo estado do Nordeste, mas que agora não me recordo nem o nome da cidade nem dos político envolvidos, falha minha. Foi tido como o “casamento do ano”, se é que isso é alguma coisa relevante, algum título, mas tudo bem, coisas de cidade província metida à metrópole, ainda vou me lembrar o nome da cidade! Ai minha memória!
Mas, apesar do super título, do orçamento caríssimo, da lagosta, dos padrinhos estelares, dos padrinhos do senado e do glamour, pois não é que aconteceu uma gafe típica de festa do interior: a mãe do noivo resolveu ir parecendo uma noiva! Ai, ai. Achei um barato.

Como sou um poço de chatice se fosse minha festa jogava um campari nela pra deixar o vestido vermelho ou expulsava da festa. Já podia ver as manchetes e os depoimentos… “Casamento termina em tragédia! Noiva mata convidada (ou afim, viu) que estava vestida de branco. Convidados viram tudo. ” “Sempre soube que Angela era louca, mas isso.” Desabafa convidado ainda em choque.
Afe, é uma besteira eu sei. Mas me tira do sério, igual a rede rangendo no vizinho. Eu sou assim. E o pior é que a noiva está M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A. C’est la vie. Acho que no meu casório vou deixar claro no convite: PS. NOIVA AVISA AOS CONVIDADOS QUE ESTÁ PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS COM VESTIDOS BRANCO, OFF WHITE, BEGE E TONS AFINS, SOB PENA DE NÃO PARTICIPAREM DA FESTIVIDADE. Ah, acho que vou aproveitar e pedir pra não usarem calça jeans também. Ai, Ai.
…
tédio+tpm+impaciência+pobreza+gordura+falsidade+idiotice+
chatice+competência+babaquice= Angela.
depressão…
Hoje minha vida me deprime, meu emprego me deprime, o corpo de Sabrina Sato me deprime, o preço da gasolina me deprime, meu cabelo me deprime, o SPFW me deprime, brechó online me deprime, BBB me deprime, novela me deprime, meu corpo me deprime, os prêmios paraibanos de arquitetura me deprimem, arquitetura me deprime, arquitetura paraibana me deprime, falta de cerveja me deprime, sobriedade me deprime, o Brasil me deprime, cinema de shopping me deprime, meu salário me deprime, o salário de gente incompetente me deprime, a prefeitura de joão pessoa me deprime, meu cartão de crédito me deprime, minhas três fotos do orkut me deprimem, a viagem que não posso fazer para a Europa me deprime, meu apartamento me deprime, minha infência me deprime, minha chatice me deprime, minha burrice me deprime, minha preguiça me deprime, minha impaciência me deprime, meu guarda-roupa me deprime, os comentários maldosos me deprimem, , kuat me deprime, gente imbécil me deprime, arquitetos me deprimem, gente bonita me deprime, gente me deprime, inflação me deprime, decoradores me deprimem, calorias me deprimem. Agora, que faço eu da vida? Nada. Senta e espera.
kane e eu…
Terça-feira fui à sessão de cinema promovida por Mirabeau Dias. Ninguém sabia o filme, apesar do ótimo gosto do nosso anfitrião, confesso que fiquei com medo que fosse um faroeste ou filme de cachorro esperto. Porque odeio. Odeio mesmo filme assim. Mas a escolha da noite foi Cidadão Kane, de Orson Welles. Perfeito. Não tinha assitido e estava curiosíssima, será que atingiria minhas esperanças?
Superou minhas expectativas. Filme inovador, denso, surpreendente. Mas não vá almoçar uma feijoada e assisti-lo em seguida porque assim ele fica muito chato, você tem que estar instigado e ansioso para curtir e perceber cada detalhe. Fiquei muito feliz por estar num cinema de verdade, com gente de verdade, vendo um filme de verdade. Eu mereço.
Saí de lá acreditando na vida, feliz com a experiência e mais ainda porque minha irmã de 16 anos foi, adorou e ainda comentou. Fiquei tão orgulhosa, é inteligente! Afe que lindo. Agora vou ter que trabalhar muito pra construir um cinema pra mim também, mas ao invés da generosidade de Mirabeau, eu vou cobrar ingresso. haha.

amor de longe…
Sempre fui fã do U2, principalmente da fase que ninguém gostava. Coisas de angelinha, fazer o quê? Eu acreditava na música deles e no gosto deles pra música. Via Bono Vox me apaixonei por Frank Sinatra, Joy Division, Elvis, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Johnny Cash e outra porrada de gente que meu amigo irlandês ia me apresentando. Era fantástico. Até o envolvimento da banda com o cimena rendeu-me devoções a Win Wenders e Anton Corbjin. Enquanto todo mundo via aquela banda pasteurizada e até pop, eu encontrava outras coisas na música do U2.
Mas como tudo na vida acaba, eu cansei do U2. E me lembro até porque. Bono ficou certinho demais, político demais, super-herói demias e a música virou bandeira disso. So Boring! Então desisti. No tempo da política pró- Irlanda fazia até um certo sentido, mas salvar a África, salvar o Tibet, salvar as baleias, salvar as índias cegas do Baixo-Turbequistão, salvar as meninas virgens de saia comprida da Alta-Altimânia e os meninos pobres e vítimas da guerra civil na Birmânia, encheram meu saco. É bandeira demais pra ser lenvantada por um ser humano só, tudo bem que Angelina Jolie dividiu a ajuda mais Bono ainda continuou sacal. Fazendo música sacal.
Desencanei seguindo minha vida adiante, comprava alguns discos como quem fica com um ex-namorado por pena ou em nome dos velhos tempos e era só. Mas ontem vi que o U2 está prestes a lançar o novo disco (em março) cujo nome é “no line on the horizon“, e o que mais me chamou atenção não foram as músicas, foi a capa do disco.

Fantástica. Absoluta. Maravilhosa. Confesso que não é suficiente pra eu gostar de novo do U2 como eu gostava, mas garantiu mais uma ficadinha com Bono. Mas pelo amor de Deus, querido Bono, deixe de ser certinho e pé-no-saco! Não salve o mundo!
modéstia…
do Lat. modestia. s. f., qualidade de modesto; ausência de vaidade, de ostentação, de luxo; simplicidade e moderação. Eu não tenho. Não preciso. Apesar das represálias que tenho sofrido pela minha falta de, não pretendo mudar isso. Simples assim. Eu encaro falta de modéstia como marketting pessoal, ninguém melhor que a prórpia pessoa para saber e propagandear suas qualidades. Mas cabe junto à essa falta uma dose super GG de bom senso, porque a falta de modéstia não pode ser confundida com gente “que se acha”, você não pode ver suas qualidades sozinho. Isso é básico. Vá percebendo, sacando e olhando se outros, além de você, acreditam no seu potencial. Se isso for positivo, então pode dizer que você é foda. Pode dizer. Porque eu digo. Sou foda mesmo, e não me venha com churumelas.
enjoy the silence…
Ando muito ocupada, sem saco e pouquíssimo disposta, embora isso não seja novidade. Mas como ninguém dá a mínima, porque está mais preocupado com o final de A Favorita, com as provas do BBB e a odisséia de Maysa (temperada pela falta de talento da atriz principal), não sentirão a ausência das minhas besteiras. Beijo me linka. Beijo não esqueçam de mim.
blergh…
BBB, blergh. Quero morar em outro planeta. Now.