hermes e renato…
Certo dia falava da MTV com uma melancolia digna de novela colombiana (México agora é para os fracos). Ultimamente a programação é cheia de bobagens, besteiras, bandas idiotas e videoclips emo. Um saco, principalmente pra quem viu Pearl Jam, Smashing Pumpkins, Nirvana diaramente na grade da Emitivi. É muito triste, muito triste mesmo. Só me dá esperanças quando penso em Hermes e Renato, que disparado, tem sido a coisa menos ruim produzida pela casa. Neste vídeo está a fina flor do programa, num momento inspiradísssimo os meninos mais sem juízo do mundo, fazem uma sátira muito bem humorada das bandas estilo Cansei de Ser Sexy, que estão pipocando por aí. Garantia de risos e reflexões.
Se você estiver vendo só a telinha em branco é porque está na PMJP, ou fudeu, bloquearam o you tube aí também. Veja em casa. Vale a pena. Hihi
surpresa…
Adoro surpresas, de aniversário então… Amo. E por ser ingênua e boboca acabo acreditando que as outras pessoas também gostam. Que engano. Que engano. Domingo foi a festa de 30 anos da minha irmã mais velha, então pensei, uma data assim não pode passar em branco. Logo, combinei com minha mãe e minha outra irmã de fazermos uma pequena surpresa decorando a festa num estilo infantil, com lancheirinhas e tudo. Bem, quando ela chegou estava muito chateada porque minha mãe atrasou a vida dela pra ela chegar e ver tudo pronto, então ela olhou tudo e o único comentário foi: Putz, pegaste meu lençol (não tivemos dinheiro pra toalha e tivemos que forrar a mesa com lençol) e putz de novo, essa vela com os 30 em cima do bolo, é fogo. Imagine minha cara. Fiquei muito chateada, ela voltou pediu desculpas mas a merda estava feita. Fiquei muito triste, mas aprendi uma importante lição: SURPRESAS SÓ PARA MIM. C’est la vie. Nunca mais perderei um segundo da minha vida para proporcionar uma alegria para alguém. Nunca. Ninguém vale este sacrifício.

quero ser o pequeno príncipe…
Todos os dias eu tenho a impressão de que nasci pra viver sozinha porque minha paciência é muito curta, e tem diminuído com o tempo, chegando a limites preocupantes. Não tenho a menor paciência pra burrice, ignorância e teimosia. Dizer a mesma coisa duas vezes então, dá em morte, é batata. Me esforço muito pra não ser hostil, mas não consigo. É mais forte que eu, bem mais forte. E por conta disso, acabo machucando e agredindo as pessoas queridas e não queridas. As queridas principalmente, porque estas são justamente as que mais fazem coisas pra me irritar, mas fazer o quê? É difícil mesmo. Por isso que queria ser o pequeno príncipe, mas ao invés do B612 prefiro uma ilhazinha deserta, clichê mas resolve.

Se eu machuquei você, ou fui grossa com você ou te ofendi, me perdoe. Sou muito chata.
minha religião não permite…
Meninos de cabelo grande. Tenho poucos preconceitos na vida, poucos mesmo, mas esse guardo até hoje. Obviamente já experimentei alguns, mas não tem jeito, não faz minha cabeça. Hoje vi na MTV (milagre, coisa boa!) um clip to Temple of the Dog – banda grunge formada pelo Pearl Jam e Soundgarden e me lembrei dos bofes de longas mechas. Porque vamo combinar, Eddie Vedder e Chris Cornell mesmo com cabelo grande é tudo de bom, mas depois do clip tive a certeza que o cabelo curto é mil vezes melhor. Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem melhor. Basta ver os colegas atualmente, cabelinho curto. Show. Pois é, doe meus poucos preconceitos acredito em cabelo curto para os homens. É garantia de sucesso, eu agarantio.

Olha só como está melhor… Afe, tudo de bom. eddie te pegava fácil.

Olha só de novo, afe jesus me conceda esta graça.
toda unânimidade é burra e mórbida…
Como todo mundo fiquei chocada com o caso da garota sequestrada e morta pelo namorado, mas o espetáculo montado pela mídia me deixa enojada e com sérias dúvidas sobre a humanidade. Será que era necessário fazer a “cobertura” do velório, enterro, alta do pai, alta da amiga, mensagem da mãe, mensagem dos amigos, vídeos do “resgate”, vídeos do bandido? Acho que não. É tudo mórbido e de muito mal-gosto. Grotesco mesmo. E pior ainda é esta enxurrada de especialistas emitindo opinões que não acrescentam nada e ainda por cima causam mais confusão na cabeça das pessoas. É um verdadeiro circo em torno de uma tragédia, que infelizmente tomou proporções exageradas e enredo novelístíco. A imprensa parece um urubu atacando carniça, mas todo mundo assiste, comenta e discute, afinal até eu estou perdendo meu tempo pra falar num assunto batido, e porque não dizer morto.
Depois de tanta polêmica e de usar o sofrimento alheio pra vender jornal e render audiência, só nos resta esperar a próxima tragédia. afinal parece que pior do que quem noticia é quem assite com essa curiosade vil e torpe. Tenho medo, quem será a próxima vítima?
tempos que não voltam…
Esse fim de semana tive certeza (mais ainda) que envelheci mesmo. Eu explico. Tenho uma irmã de 15 anos, vi sua infância e agora acompanho sua adolescência com muito pesar. Vejo que hoje o universo oferecido aos nossos jovens (papo de velho mesmo!) é muito inconsistente, superficial e sem qualidade. E isso só comparando com duas entidades que tinha na minha adolescência: Capricho e MTV.
A Capricho, sem medo de ser clichê, foi minha amiga e confidente. Com ela aprendi tanta coisa, via bobagens também (claro, ou você acha que ela ensinava física quântica?), mas tudo tinha limite. E no fim das contas, ela servia não só pra divertir ou nos mostrar as novidades, mas principalmente pra informar. Hoje, a revista virou um catálogo de moda, só tem propaganda e pouquíssimo conteúdo. Quase meu cérebro derreteu depois de ler a última edição da dita cuja. E detalhe: li tudo em 5 minutos. Não vi nenhum conteúdo relevante e ainda por cima, estava cheia de erros editoriais. Para se ter uma idéia do meu sofrimento, a matéria mais interessante era sobre a arte de não fuçar o orkut do seu namorado, nem brigar com ele no seu msn. PUTZ!
Tristeza. Muita tristeza. Eu sei que não é só culpa da revista, eu sei. O mundo também anda supérfluo até demais. BBB demais. EGO demais. Lindsay Lohan demais. Gossip Girl demais. High School Musical demais. Orkut demais. MSN demais. Babaca e superficial demais. Imagine quando for ter meu filho, daqui há 20 anos… Do jeito que as coisas estão, Xuxa vai ser a primeira presidente mulher do Brasil, Paulo Coelho vai ganhar o Nobel de Literatura, Zac Efron vai ganhar o Oscar por HSM 23, o miguxês vai ser a norma culta, ninguém mais vai saber escrever agradeço (só dá agradesso e pra mim fazer no orkut). Isso é, tipo assim, uma tragédia. Medo, muito medo. Deus tenha pena de nós, melhore o mundo e a Capricho também. Eu te imploro, em nome dos velhos tempos.


Não se engane, não foi só a programação visual e a diagramação da revista que muduram. O que vemos nela hoje é o retrato de uma juventude perdida, fútil e que só saber ver Orkut. Quem têm mais de 25 anos sabe do que estou falando. Ah, só confirmanado : na capa estão Lavínia Vlasak, Fábio Assunção e Susana Werner. É são outros tempos mesmo.
ah, os amigos…
Este blog tem me dado muitas alegrias. Primeiro não esperava que minhas besteiras fossem lidas e até comentadas. Nem muito menos que servisse de insparação e encorajasse colegas bem mais inteligentes e interessantes que eu, a também publicarem suas idéias em blogs muito bons. E esperava menos ainda que aqueles blogueiros que eu leio chegassem até este humilde espaço (drama, I love it.). Cada vez mais aparecem pessoas novas e legais, mas tenho estado em falta e não tenho colocado os blogs desse pessoal sangue bom que vale a pena ver também. Por isso hoje resolvi agradecer. Como não seria justo dizer nomes, principalmente porque só sei daqueles que comentam, vou agradecer geral. E se alguém tiver interesse dá uma olhadinha nos comentários, já que lá também estão os blogs e sites, valeu.
Afe, é super chubrega agradecer “audiência”, mas fazer o quê? Depois que quase morri, estou mais sensível.
experiência de quase morte…
Ontem pensei que a coisa mais emocionante seria minha ida ao médico. Engano meu. Por uma imperícia no trânsito do meu digníssimo cônjuge quase passei dessa pra uma melhor, vi a morte de perto, se o carro que vinha atrás não tivesse parado eu estaria no além, com chico xavier. E o velório seria com caixão fechado. Fiquei com ódio, triste, chateada e agora com medo, mas não posso fazer nada. É triste, hoje poderia ser só mais uma estatística. E tinha passado o dia todo com uma coisa ruim e na ida para o trabalho, vimos vários acidentes. Será que era um sinal? Medo. Muito medo. Mas a solidariedade das pessoas na hora do acidente, inclusive da mocinha nos ajudando, foi surpreendente. Tentarei ser uma pessoa melhor.

médicos…
Odeio ir ao médico. Sempre é a mesma coisa, qualquer doença que eu venha a ter a causa é o meu excesso de peso. Eu posso ir até pro dermatologista e ele vai dizer que preciso emagrecer: “Dr. Fulano, apareceram ums manchas no meu rosto, será vitiligo? Vou ficar igual ao Michael Jackson? “, ele responde: “O problema é que você está muito acima do peso normal para a sua altura, o risco é você parecer com o Faustão e não com o Michael…”. Ah, Vai se fuder.
Além disso, o médico nunca sabe o que é que você tem, te cobra uma consulta caríssima só pra passar exame e depois é que você vai voltar pra dar o veredito. Para então te entopir de rémedios, de preferência os mais caros, passar os tratamentos mais difícies e mandar você fazer exercício e parar de beber. É muito difícil, difícil mesmo. Por isso só vou ao médico nas últimas, em estado terminal. Acho que tem uma cadeira no curso de medicina só pra ensinar isso, porque é incrível como a história se repete. Hoje vou ao médico e aposto que vai dizer que estou gorda, ou pior, achar que estou grávida. Amanhã vou chegar contando que isso aconteceu. Aposto.

frigidez arquitetônica…
Sempre gostei muito de arquitetura. Era um amor consolidado pela ausência dos cálculos e vetoriais da vida, mas com o tempo e a falta de dinheiro e oportunidades nossa relação foi esfriando. Começamos a ficar distantes. Os projetos já não me interessavam tanto, não dava a mínima para os projetos mirabolantes dos arquitetos “destacados”, não estava nem aí pro Prêmio Pritzker, falar sobre arquitetura então… nem pensar. Discutir arquitetura, menos ainda. Descobri com o tempo que ainda gosto da arquitetura, menos que antes e mais até do que deveria, já que sou até uma boa arquiteta. Mas ultimamente padeço da frigidez arquitetônica, o amor ainda existe porém o tesão acabou, estou parecendo aqueles maridos casados há muito tempo e com uma mulher baranga: tesão zero. É não rola. Espero que o amor nunca acabe, afinal a única profissão que ainda me interessa não é muito bem quista pela sociedade, mas paga bem…