mestre…

…dos magos
desejem-me sorte…
amanhã será outro dia… Depois conto como foi minha defesa.
figurinha do http://www.emotioncard.com.br.
meu grau de frivolidade e futilidade…
Tem coisa que a gente gosta e tem vergonha. Algumas eu confesso só pra chocar. Meu último amor-vergonhoso-instantâneo, e espero passageiro, foi The Hills. Sim, é verdade, é verdade. A tal série/reality feita pela MTV, mas que passa no Multshow, só com gente rica, com ótimos empregos, ótimas roupas, só conhecem a nata, são todos lindos e magros, mas todas as colegas têm um péssimo gosto para homens. É bobo eu sei. Eu sei. Mas é tão bão. E às vezes a bobagem é tão gostosa. É como ficar com o menino bonito e burro, você ~tem vergonha de apresentar pras pessoas decentes mas quando se lembra… ai, ai.
Ontem enquanto tentava não pensar no meu mestrado puta-que-pariu (a defesa é amanhã), perdi umas cinco horas da minha vida vendo a maratona que o Multishow fez, vendo Lauren (minha heroína) e suas amigas com “dilemas existenciais”, fofocas, amigos, bofes, festas e afins. Ai, ai. Agora quero ser Lauren. Meu Deus, minha futilidade domina minha consciência, quem manda ser tão influenciável? Nos vemos em Los Angeles… Preciso emagrecer e ficar loura primeiro, burra já sou, tá fácil então. Hehe

depois de um mestrado…
Estou na reta final do meu, como sou uma pessoa “esclarecida” percebi no fim das contas que:
- Depois de dois anos morrendo, você nota que seu trabalho poderia ser feito em 6 meses;
- Se você acha que seu trabalho está ruim, a banca vai achar que ele está bemmmmmmmmmm pior;
- Não se engane, alguém já pesquisou o que você quer pesquisar, já chegou as conclusões que você quer chegar, mas até o dia da apresentação você está convencido que fez algo inédito;
- Gesso não resiste à água;
- Por que reinventar uma tecnologia achando que vai achar soluções fantásticas e mais baratas?
- Porque o governo dá tanta bolsa pra projeto inútil?
- Um beiral de 1,50m numa casa popular é inviável, hello…
- Ser mestre te dá só 1 ponto a mais nos concursos, então…
- As pessoas se acham especiais porque depois de dois anos sabem fazer resumo, metodologia, sumário ou bibliografia e aprendem a “convencer os outros das suas idéias citando alguém” (NUNES, 2008, p.1).
- Se seu trabalho tiver uma fórmula, pronto. É um trabalho científico.
- Depois do título, qualquer medíocre já muda de figura.
- Na banca estão os leões prontos pra devorar o cervo indefeso (você) que pasta na savana africana.
- De nada adianta pesquisa, esforço, suor e afins se você não fizer uma temporada ou mesmo o curso inteiro na Europa, de preferência na França.
- Se faltar qualquer coisa no seu trabalho você usa a desculpa que vai ser realizado na “próxima fase”…
- Se alguém coloca você em xeque, basta rir e falar da sua experiência na França.
- Ah… a França. A realidade é igual a nossa.
- Bitolados serão sempre bitolados, com mestrado, doutorado e pós-doutorado.
- Mestrados só têm importância para a sociedade acadêmica, se tiverem mais de 150 páginas, mesmo que você só tenha escrito 100.
- Se estiver nas normas da ABNT, qualquer porcaria fica louvável.
- Amizade com orientador é igual a bolsa, renovável por anos mesmo após a “conclusão” dos seus estudos.
- Se você soltar um pum, tem que ser publicado. É incrível como qualquer página do que você escreve rende altas mesas redondas em congressos que você consegue ir de graça, caso tenha conhecimento das cotas liberadas pela coordenação do curso.
- Todo título de trabalho de mestrado tem que ter 200 palavras, dois pontos e de preferência fazer com que você não entenda o que está escrito.
- Não, ninguém dá a mínima se seu trabalho está bom.
- Sim, ele têm que ter mais de 150 páginas. Não chore, copie.
- No início seu trabalho tem que estar de acordo com as linhas de pesquisa do programa que você escolheu, depois… se você falar sobre a vida de Carmem Miranda num mestrado de Engenharia Ambiental é capaz de ganhar já o título de doutor.
- Doutores nem sempre sabem mais que mestres. Nem mestre sabe mais que ninguém. Helloooo.
- Você tem que ficar no pé do orientador, esta categoria adora gente fraca, dependente e “interessada”.
- Mesmo que seu trabalho esteja atrasado não diga à ninguém porque no fim, todos estão atrasados também, mas não confessam.
- Amizade com as pessoas certas rendem doutorados no exterior.
- Estudar tanto pode te levar no máximo à universidade de novo, ou à França.
Meu trabalho não ficou uma brastemp, não publiquei nada, não fiz amizade com meu orientador, não fui pra nenhum congresso, paguei por tudo, não tive bolsa (da arezzo não conta!), meu trabalho tem 110 páginas, não fui pra França, meu trabalho tem a haver com o programa (quem liga), eu não acredito em beiral de 1,50m em casa popular, eu sei que reiventar um molde não é necessário, meu título é grande mas não tem dois pontos, não vai ter próxima fase, é eu sou o cervo indefeso.
a arte de mandar alguém se fuder…
…por Angela Nunes.
Minha vida foi sempre pautada em críticas. Primeiramente pelas que sofria dos outros, por mais que me esforçasse, estudasse, fosse esperta, inteligente e sagaz, sempre era a filha/neta/prima/sobrinha/colega/amiga GORDA. Somente isso. Diziam sempre: É aquela gordinha ali, ó. Ok. Cresci sobre o signo da crítica, com a auto-estima baixa mas extremamente convencida do meu potencial, em suma um paradoxo ambulante de novo. Então, passei a ser também muito crítica comigo mesma e com os outros, mas sem nunca hostilizar ninguém ou expor ao rídiculo como faziam comigo. Com o passar do tempo, virou minha marca criticar e as pessoas passaram a me chamar de chata por conta disso. De vítima passei à vilã (que drama!). Então até quando não estou dizendo nada demais, as pessoas me acusam de ser crítica demais.
Mas a vida me ensinou uma coisa muito importante: não tenho paciência com os humanos. Logo: vá se fuder quem acha isso. E tenho dito. Se acharem ruim se fodam mais ainda.

Ai como é bom viver e ter liberdade pra mandar qualquer um se fuder, mesmo que isto vá significar que minhas festas sempre terão poucas pessoas. Afinal mandar se fuder é igual a impopularidade. E eu com isso? Vá se fuder. E pronto.
mistérios…
Falei um dia desses sobre as coincidências da vida e o medo que tenho delas, porque geralmente quando acordo com algum pensamento conturbado logo penso que é um sinal de que alguém vai morrer. Medo! Muito. Mas hoje aconteceu uma coisa no mínimo inusitada, nas minhas andanças pelos blogroll dos meus blogs favoritos, sempre faço boas descobertas. Uma delas foi o blog a diaba veste zara, que sempre adorei mas nunca tive chance de falar sobre ele. Eis que hoje acordei pensando nesse blog, porque eu o achava o m-á-x-i-m-o mas ficava triste porque às vezes ficava muito tempo sem ser atualizado e estive pensando se o meu não estava assim. Claro que o meu não é tão bom assim, mas… Pois hoje mesmo menina, não é que a autora do blog a Natália fez um comentário neste bloguito humilde, hahahaha. Estou bege. Será que é um sinal que vou morrer? Deus me diz a verdade. Please…hahahahahahahahahahahaha.
ressaca…
Passadas as festas vamos voltar à realidade. Paciência zero. Saco zero. Será que não é uma fase? Amanhã volto a mil. Espero. Estou doente também. cof.cof.cof.
poucos, porém bons…
Até agora minhas festinhas foram um sucesso. Infelizmente não foi de público, porque a profecia se cumpriu e apenas uma minoria solidária compareceu. Então entendi que: 1) popularidade não é meu forte; 2) tenho poucos, porém bons e fiéis amigos; 3) não vale a pena esquentar com quem te ignora; 4) quem não gosta de mim que se foda; 5) Foda-se o mundo. Depois coloco as fotos com meus amiguinhos de verdade na minha festinha.
quem não chora não mama…
Tá vendo que drama rende público. Hehehehehe. Chorei tanto que ninguém me ama, ninguém me quer, que nestes últimos dias vários amiguinhos apareceram, ressurgiram das cinzas e tive várias demonstrações de afeto e carinho. hihihi. Tá vendo que vale a pena! Ontem mesmo fizeram um festa surpresa no trabalho, e até já estou começando a gostar desse troço de aniversário… Né que é bom.

me sinto só, me sinto só…
Sempre tive poucos amigos. Acho que minha chatice e meu nível elevado de criticidade, honestidade e sinceridade afastaram as pessoas do meu convívio. Às vezes sinto falta dos seres humanos, principalmente quando se aproxima a data do meu anivérsario. Porque quando meu mau humor passa e quero comemorar, começo a chamar meu coleguinhas para minhas festividades e ninguém vai. Sempre foi assim. Quando comecei a namorar, as coisas melhoraram, minhas festas passaram a ter mais gente: fora eu, tinha Sérgio, Carol, Adri e, e, e, e, só. Eram festas até animadas, mas confesso que era muito triste convidar meio mundo e só irem duas ou três pessoas. Snif. Snif.
Mas como não tenho vergonha na cara, resolvi chutar o pau da barraca e fazer logo três festitas e convidar todo mundo que eu conheço e até quem eu não conheço pra comemorar. Então:

Pois é, agora se ninguém for, terei certeza que a não é por acaso que tenho 100 amigos no orkut, 20 pessoas na minha lista de e-mail, 2 ou 3 comentários no blog. É a vida é assim. fazer o quê?